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  • Portais com imprensa que circulou em Portugal, que oferecem acesso digital são:
    Hemeroteca de Lisboa
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  • Exposição virtual do Grupo Internacional de Estudos da Imprensa Periódica Colonial do Império Português: https://expoimprensacolonial.fcsh.unl.pt/ (2024)

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      África Ilustrada
      Pessoa coletiva · 1944 -

      Revista mensal publicada em Lourenço Marques, actual Maputo, Moçambique.

      PT/AHS-ICS/AFeminina · Pessoa coletiva · 1914-1947

      Boletim oficial do Conselho Nacional de Mulheres Portuguesas. Mensal. A partir de 1917, passa a designar-se Alma Feminina: órgão do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas.

      Diretoras:
      Ano I, Nº 1 (1917) ao Ano III, Nº11-12 (1919): Maria Clara Correia Alves;
      Ano IV, Nº 1-2 (1920) ao Ano XIII (XV), Nº 5 (1929): Adelaide Cabete;
      Ano XIII (XV), Nº 5 (1929) ao Ano XVI, Nº 11-12 (1930): Elina Guimarães;
      Ano XVII, Nº 1-2 (1931) ao Ano XVII, Nº 3-4 (1931): Noémia Netto Faria;
      Ano XIX, Nº 5-6 (1934) até ao último número: Sarah Beirão.

      Adelaide Cadete deixa a direção da revista quando vai para Angola; Elina Guimarães assume assim, a partir do número de setembro/outubro de 1929, ano XV, n. 5, a direção da revista (editorial desse número).

      Barros, João de.
      Pessoa singular · 1881-1960

      João de Barros foi um poeta, pedagogo e político português. Nasceu na Figueira da Foz, dia 4 de Fevereiro de 1881 e faleceu em Lisboa, dia 25 de Outubro de 1960.

      Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra.

      Em 1910 iniciou-se na Maçonaria, com o nome simbólico de João de Deus.

      Durante a 1ª República Portuguesa, foi um alto funcionário do Ministério da Instrução Pública, desempenhando as funções de chefe de repartição, diretor-geral do ensino primário, diretor-geral do ensino secundário e secretário-geral do ministério. Ligou também o seu nome, com o de João de Deus Ramos, à Reforma da Instrução Primária, de 29 de Março de 1911.

      Aderiu ao Partido Republicano Português, depois dito Partido Democrático, e nele se manteve até 1924, data em que aderiu ao Partido Republicano da Esquerda Democrática. Foi um dos últimos Ministros dos Negócios Estrangeiros da 1ª República.

      Defendeu a existência de relações culturais entre Portugal e o Brasil.

      A Ditadura MIlitar e o Estado Novo afastaram-no da vida política ativa, mas continuou a defender ideais republicanos, participando em diversas manifestações da Oposição Democrática e apoiando as candidaturas à presidência da República de Norton de Matos (1949) e Humberto Delgado (1958).

      Batalha, Ladislau Estêvão da Silva.
      Pessoa singular · 1856 -1936

      Ladislau Estevão da Silva Batalha - escritor, jornalista, político e intelectual português de orientação socialista - nasceu a 2 de agosto de 1856, em Lisboa, e faleceu a 26 de fevereiro de 1939, em Arruda dos Vinhos. Era filho de João Cesário da Silva Batalha e de Emília Adelaide Batalha.

      A sua vida política iniciou-se muito jovem: com quinze anos, já frequentava o Centro Republicano Democrático. Frequentava também a Nova Livraria Internacional, onde passavam franceses e espanhóis foragidos ou exilados e figuras do republicanismo português.

      Em 1876, ocorreu a sua polémica expulsão do Centro Republicano Democrático, juntamente com Carrilho Videiro, por ser acusado de ser 'espião do governo'. Em resposta a estes eventos, escreveu o panfleto 'A nova inquisição ou o directorio republicano e os seus actos perante a opinião pública', criticando duramente o Centro Democrático. Decidiu então abandonar o país, viajando para São Tomé e Príncipe.

      Em S. Tomé, foi contratado pelo Governador-geral para ser intérprete, devido ao seu domínio do inglês, francês e alemão. Depois, tornou-se funcionário da Curadoria-Geral, com o objetivo de fiscalizar as roças. Perseguido pelos roceiros, partiu para Angola em 1877, onde trabalhou no Jornal de Luanda. Deslocou-se então para o interior de Angola, dedicando-se ao comércio. Recebeu uma proposta de casamento com uma princesa de Soba Quinebuto e chegou a casar-se - mas optou por fugir, seguindo com dois companheiros que conhecera na tribo para o norte de Angola.

      Daí chegou ao Congo Belga e ao Estado Livre do Congo, embarcando num navio baleeiro norte-americano rumo a New Bedford, Massachusetts. Nessa cidade, trabalhou numa fábrica de vidro como gravador. Integrou então a tripulação de um navio bacalhoeiro - viajando pelo Ártico. Embarcou de novo como marinheiro, desta vez rumando ao Japão e China. Com intenções de voltar à pátria, em Cabo Verde recebeu uma proposta de trabalho, prestando serviços para os consulados argentino e francês. Conheceu a sua primeira mulher, que lhe daria uma filha - mas ambas viriam a morrer de tuberculose.

      Regressou a Portugal c.1887-1890, dedicando-se à escrita de algumas obras políticas. Partiu de novo, desta vez para o Reino Unido, em 1903 - esta viagem foi alvo de relatos publicados inicialmente no Diário de Notícias, e depois reunidos num livro. Em 1909, juntamente com a sua mulher Ernestina Costa, estabeleceu-se no Barreiro. Aí se envolveu no movimento operário local e fundou o periódico Àvante! Defensor das classes trabalhadoras e dos interesses locaes (1909-1910).

      A 11 de maio de 1919, foi eleito deputado nas eleições para a Câmara dos Deputados nas listas do Partido Socialista Português pelo círculo eleitoral do Porto. Foi também eleito para a Comissão das Colónias. A sua última intervenção no parlamento foi em 1921.

      Em 1922, foi fundado o semanário O Protesto, do qual Ladislau Batalha foi o primeiro diretor. Entre 1926 e 1927, colaborou várias vezes no semanário A Batalha.

      Brasil, Jaime.
      PT AHS-ICS JBrasil · Pessoa singular · 1896-1966

      Artur Jaime Brasil Luquet Neto (N. Angra do Heroísmo, 1896 – m. Lisboa, 1966) foi escritor e jornalista. Cursou o liceu e, durante a Grande Guerra, a escola de oficiais milicianos, entrando para o Exército como alferes.

      Jornalista brilhante, crítico literário e de arte, foi redactor do Primeiro de Janeiro, do Século, do Século da Noite, da República, do Diabo, dirigiu o jornal O Globo, de efémera duração, e muitos foram os jornais e revistas em que colaborou, sendo à data da sua morte chefe da delegação em Lisboa de O Primeiro de Janeiro, cuja excelente página «Das Artes, das Letras» organizou, desde início, durante muitos anos, e na qual colaboraram José Régio, Casais Monteiro, Gaspar Simões, Jorge de Sena, bem como inúmeros dos melhores autores das décadas de 40 e 50; as recensões críticas eram, nessa página que passou a ser dirigida pelo poeta Alberto de Serpa , assinadas com a letra A. (correspondente a Artur, de seu primeiro nome).

      Grande amigo do seu patrício Vitorino Nemésio, ajudou-o quando este, em 1921, vindo dos Açores, se estreou no jornalismo profissional.

      Jaime Brasil, para além de jornalista culto e probo, distinguiu-se como polemista, não poupando o adversário nas pugnas que travou (com o diário católico Novidades, a propósito do livro A Questão Sexual; com Agustina Bessa-Luís, acerca de Os Super-Homens, em 1950; e com um camilianista a quem chama «camelianista», em 1958).

      Em 1925 fundou o Sindicato dos Profissionais de Imprensa de Lisboa, do qual foi o primeiro secretário-geral. Em Paris, onde residia desde 1937 e para onde voltou, algum tempo, no final dos anos 40, fundou em 1939 a Union des Journalistes Amis de la République Française.

      Caires, Lutegarda Guimarães de
      Pessoa singular · 1858-1935

      Lutegarda do Livramento Guimarães de Caires (poetisa, escritora e feminista) nasceu em Vila Real de Santo António, 17 de novembro de 1858 e faleceu em Lisboa, 30 de março de 1935. Era filha de João António Guimarães e de Maria Teresa de Barro.

      Mudou-se para Lisboa, e casou em 1877 com o tenente de infantaria Serafim Duarte Soares Coelho. O marido vai para Angola onde virá a falecer em 1889. Nesse mesmo ano, conheceu o que viria a ser o segundo marido - João de Caires, advogado madeirense e escritor, além de fundador da Sociedade de Propaganda de Portugal. Desse casamento, nasceu o seu filho Álvaro Guimarães de Caires, que viria a ser médico, professor na Universidade de Sevilha, escritor e investigador

      Dedicou-se a causas sociais, visitando crianças doentes no Hospital D. Estefânia. Durante dez anos promoveu o evento "Natal das Crianças dos Hospitais". Em 1911, fez um estudo da situação dos presos, especialmente das mulheres (naquela época, as prisões eram mistas), denunciando as terríveis condições das prisões portuguesas. Em junho de 1913, Lutegarda Guimarães, juntamente com Ana Augusta de Castilho, Beatriz Pinheiro, Maria Veleda e Joana de Almeida Nogueira, representaram a delegação portuguesa na Sétima Conferência da Aliança Internacional de Sufrágio Feminino, em Budapeste. Feminista convicta, insurgiu-se contra a discriminação de que eram vítimas as mulheres por não poderem dispor dos seus próprios bens. Publicou vários artigos em jornais em defesa dos direitos das mulheres.

      Camacho, Gabriel de Medina.
      Pessoa singular · 1882-19[?]

      A PSP cerca o edifício de O Rebate e encerra o jornal. São presos o chefe de redacção Pinto Quartin e Gabriel de Medina Camacho, redactor principal [24/07/1928] (CONFIRMAR)

      Diretor do jornal Comércio da Beira (Moçambique) - Jornal com tiragem nos anos de 1928-29 e de 1932-1937, pertencente aos maçons do Capítulo 19 de Junho (Beira).

      Foi redator principal d'O Colonial: Semanário Independente (Beira) (publicado entre 1929 e 1930).

      [Em 1932, estava deportado em Cabo Verde. Em 28/12/1932, foi comunicado pelo Ministério do Interior que estava abrangido pela amnistia de 05/12/1932: regressou e apresentou-se na SVPS em 16/01/1933.]

      Publica o livro "A bailarina dos olhos brancos" em co-autoria com António C. Rocha em 1934 (Lisboa).

      Integrou a Comissão Central do Movimento de Unidade Democrática de Moçambique (1945)

      Foi chefe de redação do vespertino semanal Notícias da Tarde, propriedade do jornal Notícias (Lourenço Marques) (jornal publicada entre 1952 e 1969).

      Diário de Notícias
      PT-AHS-ICS-DN · Pessoa coletiva · 1864 -

      Fundado em 1864, pelo jornalista e escritor Eduardo Coelho e pelo industrial tipográfico Tomás Quintino Antunes, 1.º Conde de São Marçal. O nº1 foi publicado em 1865. Atualmente tem a periodicidade diária (de 2ª a 6ª) em papel, e presença no digital.

      Ferreira, Reinaldo.
      Pessoa singular · 1897 - 1935

      Reinaldo Ferreira, conhecido como Repórter X (10 de agosto de 1897, Lisboa - 4 de outubro de 1935, Lisboa) foi um jornalista, cineasta, dramaturgo e ficcionista português.

      Iniciou a sua carreira jornalística em 1914, no jornal A Capital. Em Junho de 1917, já jornalista de O Século, assinou o seu primeiro folhetim, disfarçado sob a forma de ‘cartas à redação’ de um leitor - “Mistérios da Rua Saraiva de Carvalho”, que descreviam um crime sangrento, apresentado como sendo real. Também desse ano, data a sua célebre entrevista com Mata Hari, totalmente fictícia (jornal O Mundo).

      Foi para Paris em 1920, mas em 1921 mudou-se para Barcelona, regressando depois a Portugal. Escreveu uma crónica atacando o ditador Primo de Rivera, assinando «Repórter». O tipógrafo leu um X no final da palavra, nascendo assim o seu pseudónimo. Já com a revista ABC, foi enviado à Rússia, em 1925, para acompanhar os eventos após a morte de Lenine. Em Paris, escreveu uma entrevista forjada a Conan Doyle e crónicas vindas de Moscovo - também elas forjadas, já que nunca saiu da capital francesa.

      Em 1926 fixou-se no Porto, escrevendo simultaneamente para a revista ABC e para O Primeiro de Janeiro. Em março desse ano, deu-se o assassinato da atriz Maria Alves, estrangulada num táxi e lançada morta para a sarjeta. Reinaldo Ferreira, inspirando-se em anteriores crimes e num romance espanhol conseguiu adivinhar o culpado pelo crime. Em 1930 fundou em Lisboa o jornal Repórter X.

      Fundou uma empresa de cinema - Repórter X Film - produzindo filmes e documentários como Táxi Nº 9297, inspirado na morte de Maria Alves, e Rita ou Rito?. Escreveu dezenas de livros e folhetos semanais de novelas policiais.

      França, João Baptista
      Pessoa singular · 1908-1996

      João Baptista França (23 de junho de 1908, Funchal - fevereiro de 1996, Lisboa) foi um importante escritor português natural da ilha da Madeira. Destacou-se como jornalista, romancista, teatrólogo e dramaturgo.

      Iniciou a sua carreira jornalística no Funchal e colaborou nos jornais madeirenses com crónicas, contos, prosas e poesias. Inicialmente, escreveu para o diário “O Povo”, bem como para o “Independente”, “A Batalha”, “Diário da Madeira” e para os semanários “Comércio do Funchal” e “Ilha”. A revista “Esperança”, o diário humorístico “Re-nhau-nhau” e o “Eco do Funchal”

      Ainda no Funchal, deu os primeiros passos no teatro, sendo amador dramático, escrevendo peças, encenando-as e representando-as ao mesmo tempo que colaborava com o semanário lisboeta “O Diabo”

      Em 1940, começa a sua carreira como jornalista internacional no jornal “O Século”. Ainda na década de 40, escrevia teatro para a rádio, nomeadamente para a “Voz de Lisboa”, “Rádio Peninsular” e “Emissora Nacional”. Paralelamente à sua carreira jornalística conservava a atividade literária, colaborando em semanários e revistas, nomeadamente “Diário Popular”, “Correio das Ilhas”, revista “Panorama” e na secção literária da rádio SPN - Secretariado da Propaganda Nacional, entre outros .

      Em 1944, dá-se a sua “première” no teatro como argumentista / dramaturgo com “O Zé do Telhado”, opereta . O seu primeiro romance – “Romance de uma Corista”, em 1956. Trata-se de uma obra literária que retrata o ambiente dos bastidores teatrais de Lisboa.

      Com a peça “Um Mundo À Parte”, foi distinguido com o prémio Maria Matos. Esta obra, publicada em 1970, viria a passar pela censura oficial do regime. Neste mesmo contexto, a peça de teatro “Há Sol nas Minhas Mãos” foi, também, censurada.

      Leal, António Duarte Gomes.
      Pessoa singular · 1848 - 1921

      António Duarte Gomes Leal (Lisboa, 6 de junho de 1848 – Lisboa, 29 de janeiro de 1921) foi um poeta e crítico literário português.

      Filho de um funcionário da Alfândega, Gomes Leal começou por trabalhar como escrevente ao serviço de um notário lisboeta. Depois de uma breve passagem pelo Curso Superior de Letras, depressa se interessou pela boémia literária lisboeta e pelo jornalismo, publicando os primeiros poemas na Gazeta de Portugal (entre 1866 e 1867) e os primeiros folhetins na Revolução de setembro.

      Em 1869, o crítico Luciano Cordeiro inclui-o entre os "poetas novos", junto a Antero de Quental, Teófilo Braga, Guilherme Braga e Guerra Junqueiro, entre outros, o que contribui para o seu reconhecimento público.

      Colaborou na República, o Diário de Notícias, A Alvorada, Ilustração de Portugal e Brasil, na revista feminina Boudoir, e em várias outras publicações periódicas.

      Fundou, em 1872, juntamente com Magalhães Lima, Silva Pinto, Luciano Cordeiro e Guilherme de Azevedo, o jornal satírico O Espetro de Juvenal.

      Em 1875, publicou o seu primeiro volume de poesias, Claridades do Sul.

      Em 1881, fundou, mais uma vez ao lado de Magalhães Lima, o jornal O Século, onde assegurava a rubrica "Carteira de Mefistófeles", que publicará importantes artigos de teorização sobre a poesia moderna.

      É também nesse ano que publicou o panfleto A Traição, dirigido contra o rei D. Luís e visando a sua passividade perante a possibilidade da venda de Lourenço Marques aos ingleses, sendo preso em consequência do mesmo.

      Depois da morte da mãe, em 1910, converteu-se ao catolicismo. Acabou por cair na miséria e no alcoolismo, acabando a viver da caridade alheia e de uma pensão do Estado, reivindicada por um grupo de escritores, à frente dos quais estava Teixeira de Pascoaes.

      Lima, Cristiano
      Pessoa singular · 1887-1971

      Cristiano Lima (24 de Dezembro de 1887, Lisboa - 28 de Novembro de 1971, Lisboa) foi um escritor, dramaturgo e jornalista português.

      Em 1919, iniciou a sua carreira jornalística no jornal sindicalista A Batalha, ao lado de figuras como Pinto Quartin, Mário Domingues, Artur Portela ou David de Carvalho. Foi, na verdade, o último chefe de redação deste jornal, que seria encerrado em 1927, durante a Ditadura Militar. Entretanto em 1921 iniciou-se na literatura com a publicação de uma obra na secção editorial d'A Batalha, na coleção literária «A Novela Vermelha».

      Na política participou na fundação da União Anarquista Portuguesa (1923). Esta organização foi mais tarde reprimida durante a Ditadura Militar.

      Cristiano Lima foi um dos ativistas que contribuíram para o impulsionamento do associativismo sindicalista da classe dos jornalistas, ao lado de figuras como Jaime Brasil, Artur Portela, Ferreira de Castro, Alfredo Marques e Julião Quintinha. Foi vice-presidente do Sindicato dos Profissionais da Imprensa (antiga Associação dos Profissionais de Imprensa), que seria encerrado em 1933 pelo Estado Novo.

      Após o encerramento d’A Batalha, Cristiano Lima foi para a redação do Diário de Notícias, mantendo-se aí até ao final da vida.

      Em 1934, colaborou no lançamento do jornal O Diabo - um jornal opositor ao regime.

      No ano seguinte, teve uma das suas peças representadas no Teatro Nacional D. Maria II (O Inimigo).

      Em 1945, Lima foi um dos jornalistas do Diário de Notícias que apoiaram abertamente o (MUD - Movimento de Unidade Democrática). Mais tarde, em 1949, participou na campanha de Norton de Matos e em 1952-53, colaborou pontualmente num jornal de caráter antifascista, o Ler, que foi proibido pela censura. Foi também colaborador da página literária do jornal O Primeiro de Janeiro, do Porto.

      Lins, Álvaro
      Pessoa singular · 1912-1970

      Álvaro de Barros Lins (Caruaru, 14 de dezembro de 1912 — Rio de Janeiro, 4 de junho de 1970) foi um jornalista, professor e crítico literário brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras.

      Em 1931, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade do Recife e no ano seguinte assinou um manifesto de solidariedade em apoio ao movimento de João Neves da Fontoura, que resultou na Revolução Constitucionalista de 1932, também conhecida como Revolução de 1932 ou Guerra Paulista - um movimento armado no Brasil para derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas.

      Em 1932, foi um dos signatários do Manifesto integralista de Recife, um dos primeiros documentos ligados ao Integralismo,

      No período de 1932 a 1940, foi também professor de geografia geral e de história da civilização em várias escolas.

      Em outubro de 1934, assumiu o cargo de Secretário do Governo Estadual. Fez parte, em 1936, da lista do Partido Social Democrático (PSD) de Pernambuco, para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados. Contudo, o golpe que instaurou o Estado Novo (Brasil) interrompeu as eleições e Álvaro Lins deixou a Secretaria do Estado em novembro de 1937.

      A partir daí dedicou-se à atividade jornalística, trabalhando no Diário da Manhã de Pernambuco, no período de 1937 a 1940, onde foi redator e diretor. Já no Rio de Janeiro, iniciou-se na crítica literária. Ali, foi jornalista do Diário de Notícias, Diários Associados, entre 1939 e 1940, e redator-chefe do Correio da Manhã, de 1940 a 1956. Em 1952 partiu para Portugal para lecionar a disciplina de Estudos Brasileiros na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Lisboa. Também colaborou na revista luso-brasileira Atlântico.

      Chefiou a Casa Civil do presidente entre janeiro e novembro de 1956, saindo do cargo para se tornar embaixador do Brasil em Portugal. Algum tempo depois, enviou uma carta rompendo política e pessoalmente com o presidente Juscelino Kubitschek, acusando-o de "cumplicidade com as ditaduras, de maneira particular com a de Portugal, a do Paraguai e a da República Dominicana" e repudiando o seu "compromisso com a ditadura salazarista".

      Álvaro Lins foi o presidente da 1.ª Conferência Inter-americana da Amnistia para os Exilados e Presos Políticos da Espanha e de Portugal, sediada na Faculdade de Direito de São Paulo, em 1960, e diretor do Suplemento Literário do Diário de Notícias entre março de 1961 e junho de 1964.

      Luta Popular
      PT/AHS-ICS/LtPplr · Pessoa coletiva · 1971-

      jornal do Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado, movimento maoista

      Melo, Martinho Nobre de
      Pessoa singular · 1891-1985

      Natural de Santo Antão (Cabo Verde), Martinho Melo efetuou os seus estudos primários nessa ilha, antes de se mudar para o continente português afim de prosseguir os estudos. Fê-lo inicialmente em Castelo Branco (ensino básico e secundário), depois em Coimbra (licenciatura em Direito), tornando-se mais tarde professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
      Foi Ministro da Justiça e dos Negócios Estrangeiros, Embaixador português no Brasil, diretor do Diário de Notícias, escritor, e apesar de inicialmente apoiar a causa africana, mais tarde, viria a tornar-se num grande defensor do fascismo.

      Mendonça, António Pedro Lopes de
      Pessoa singular · 1826-1865

      António Pedro Lopes de Mendonça (Lisboa, 14 de novembro de 1826 – Lisboa, 8 de outubro de 1865), mais conhecido por Lopes de Mendonça, foi um jornalista, romancista, dramaturgo e folhetinista português, que também se destacou como activista social, defendendo um socialismo utópico e romântico

      Lopes de Mendonça nasceu no seio de uma família burguesa de origem açoriana residente em Lisboa.
      Aos 14 anos de idade iniciou uma passagem pela Armada Portuguesa, que terminou com a sua demissão em 1845. Enquanto aspirante da Marinha frequentou o curso de Matemática da Universidade de Coimbra

      Em 1843, publica as Cenas da Vida Contemporânea, muito influenciadas por Balzac.

      Participou no campo setembrista nos combates da Revolução da Maria da Fonte e da Patuleia (1846–1847), demonstrando bem o seu pendor esquerdista. Terminada a guerra civil, voltou a Lisboa. Em 1847, ingressou no jornalismo a convite de José Estêvão, como articulista no jornal A Revolução de setembro.

      Em 1849, publicou o romance Memórias dum Doido, inicialmente surgido em folhetim na Revista Universal Lisbonense.

      Coligiu no volume dos Ensaios de Crítica e de Literatura uma série de artigos de crítica literária anteriormente publicados no jornal A Revolução de setembro.

      Em 1850, fundou, juntamente com Sousa Brandão e Vieira da Silva, o jornal socialista Eco dos Operários, onde divulgava o socialismo utópico de Proudhon.

      Um ano depois, viajou pela Itália, viagem refletida conjunto de crónicas que publicou nos anos seguintes sob o título de Recordações de Itália

      Apoiou a Regeneração, sendo convidado a integrar as listas governamentais pelo círculo eleitoral de Lamego. Foi eleito deputado nas eleições gerais de 12 de Dezembro de 1852. Foi relator da Comissão Parlamentar de Estatística em 1854, mas pouco conseguiu. Pouco depois abandonou definitivamente a vida parlamentar.

      Em 1859, publicou as Memórias da Literatura Contemporânea, refundição dos Ensaios de crítica publicados dez anos antes. Em 1860, após a recusa de António Feliciano de Castilho, foi nomeado para a cátedra de Literatura Moderna no Curso Superior de Letras de Lisboa. Poucas aulas deu, pois por esta altura já se encontrava muito diminuído por doença mental, que pouco depois levaria ao seu internamento no hospício de Rilhafoles. Com 34 anos foi considerado como sofrendo de loucura incurável: viveu os últimos cinco anos da sua curta vida internado em Rilhafoles, onde faleceu em 1865.