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              Espólio Pinto Quartin
              PT/AHS-ICS/PQ · Fundo · 1883-1970

              Espólio pessoal de António Tomás Pinto Quartin, constituido quer por documentação de natureza pessoal, quer por panfletos, brochuras, jornais, revistas, e alguns objectos que foi acumulando. Espelha a actividade jornalística e política de Pinto Quartin, contendo ainda correspondência pessoal com políticos e intelectuais da época, e vários dos seus interesses culturais, com especial ênfase no teatro. Espelha também a relação conjugal de longa data (de 1916 a 1970) com Deolinda Lopes Vieira (1888-1993), professora primária.
              Reúne fontes de grande potencial para a história social e política dos últimos anos da Monarquia Constitucional e da I República e para o estudo da Oposição política ao Estado Novo, cobrindo sensivelmente o período de finais do século XIX até aos anos 50 do século XX.

              Quartin, António Tomás Pinto.
              PT/AHS-ICS/DIV-05M-013 · Item · 2026-05
              Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

              Após uma interrupção de alguns meses, iniciamos neste número a regularidade do Boletim de Estudos Operários (1982-1987) – dois números anuais. Essa nova periodicidade permite reunir e divulgar os trabalhos desenvolvidos nos meses anteriores, evidenciando a diversidade de fontes que o AHS tem vindo a salvaguardar. Este número percorre diferentes momentos do século XX: da história da Junta Nacional do Azeite durante a transição do Estado Novo ao internacionalismo secular da Escola Moderna, do campo dos Estudos Operários consolidado em Portugal nas últimas décadas às dinâmicas de anticolonialismo e pan-africanismo associadas às independências africanas.

              Em destaque, o investigador Tiago Gomes oferece-nos uma reflexão a partir do mapa das cooperativas ligadas à JNA, salvaguardado por um projecto coordenado pelo investigador Manuel Lucena durante a transição do longo Estado Novo, e posteriormente reutilizado num manuscrito que não chegou a publicar. Neste número temos também a estreia de Catarina Pinto na secção escolha do arquivista, com um ensaio sobre o fundador da Escola Moderna, cuja morte teve impacto internacional, tal como expressam fontes no AHS oriundas do espólio de Pinto Quartin.

              O Espólio Pinto Quartin mantém-se ainda como um manancial de fontes na longa duração. Catarina Pinto converteu também para digital o catálogo desenvolvido por Goreti Matias em 1985 e 1986, publicado em três partes no Boletim de Estudos Operários (nºs 7, 8, e 9), numa iniciativa AHS que recupera informação sistematizada para um campo de estudos então emergente.

              Recentes adendas ao catálogo derivam do projeto de investigação de Annarita Gori, Export Portugal: Cultural Diplomacy and the Rebranding Strategies of the Estado Novo in the United States, e da doação do filho de Cristina Fernandes Pereira. Ao nível do inventário digital, destacam-se duas outras novidades: a biblioteca pessoal de António Sousa Ribeiro com mais de seis centenas de publicações sobre o colonialismo português; e, com a conclusão do tratamento arquivístico do espólio de José Carlos Horta, o acesso em linha a correspondência com Viriato da Cruz, nacionalista angolano, depois de em número anterior termos assinalado o seu papel na UGEAN. Boas leituras. Inês Ponte