Parlamentarismo

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    • Ver também site de projeto, https://purl.pt/5854/1/index.html, alojado na Biblioteca Nacional, 2006, Materiais para a História Eleitoral e Parlamentar Portuguesa, 1820-1926, baseado essencialmente na pesquisa das colecções de obras impressas existentes na BNP, que inclui roteiro de fontes e bibliografia, sistematização de um conjunto de informações de base (cronologia das eleições e das legislaturas parlamentares, legislação e estatísticas eleitorais) e a reprodução de um significativo acervo de textos (constituições, regimentos parlamentares, manifestos e proclamações eleitorais) e imagens (caricaturas, fotografias), cronologicamente organizados em dois períodos: a Monarquia Constitucional e a Primeira República. 2025-06, ip

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          Batalha, Ladislau Estêvão da Silva.
          Pessoa singular · 1856 -1936

          Ladislau Estevão da Silva Batalha - escritor, jornalista, político e intelectual português de orientação socialista - nasceu a 2 de agosto de 1856, em Lisboa, e faleceu a 26 de fevereiro de 1939, em Arruda dos Vinhos. Era filho de João Cesário da Silva Batalha e de Emília Adelaide Batalha.

          A sua vida política iniciou-se muito jovem: com quinze anos, já frequentava o Centro Republicano Democrático. Frequentava também a Nova Livraria Internacional, onde passavam franceses e espanhóis foragidos ou exilados e figuras do republicanismo português.

          Em 1876, ocorreu a sua polémica expulsão do Centro Republicano Democrático, juntamente com Carrilho Videiro, por ser acusado de ser 'espião do governo'. Em resposta a estes eventos, escreveu o panfleto 'A nova inquisição ou o directorio republicano e os seus actos perante a opinião pública', criticando duramente o Centro Democrático. Decidiu então abandonar o país, viajando para São Tomé e Príncipe.

          Em S. Tomé, foi contratado pelo Governador-geral para ser intérprete, devido ao seu domínio do inglês, francês e alemão. Depois, tornou-se funcionário da Curadoria-Geral, com o objetivo de fiscalizar as roças. Perseguido pelos roceiros, partiu para Angola em 1877, onde trabalhou no Jornal de Luanda. Deslocou-se então para o interior de Angola, dedicando-se ao comércio. Recebeu uma proposta de casamento com uma princesa de Soba Quinebuto e chegou a casar-se - mas optou por fugir, seguindo com dois companheiros que conhecera na tribo para o norte de Angola.

          Daí chegou ao Congo Belga e ao Estado Livre do Congo, embarcando num navio baleeiro norte-americano rumo a New Bedford, Massachusetts. Nessa cidade, trabalhou numa fábrica de vidro como gravador. Integrou então a tripulação de um navio bacalhoeiro - viajando pelo Ártico. Embarcou de novo como marinheiro, desta vez rumando ao Japão e China. Com intenções de voltar à pátria, em Cabo Verde recebeu uma proposta de trabalho, prestando serviços para os consulados argentino e francês. Conheceu a sua primeira mulher, que lhe daria uma filha - mas ambas viriam a morrer de tuberculose.

          Regressou a Portugal c.1887-1890, dedicando-se à escrita de algumas obras políticas. Partiu de novo, desta vez para o Reino Unido, em 1903 - esta viagem foi alvo de relatos publicados inicialmente no Diário de Notícias, e depois reunidos num livro. Em 1909, juntamente com a sua mulher Ernestina Costa, estabeleceu-se no Barreiro. Aí se envolveu no movimento operário local e fundou o periódico Àvante! Defensor das classes trabalhadoras e dos interesses locaes (1909-1910).

          A 11 de maio de 1919, foi eleito deputado nas eleições para a Câmara dos Deputados nas listas do Partido Socialista Português pelo círculo eleitoral do Porto. Foi também eleito para a Comissão das Colónias. A sua última intervenção no parlamento foi em 1921.

          Em 1922, foi fundado o semanário O Protesto, do qual Ladislau Batalha foi o primeiro diretor. Entre 1926 e 1927, colaborou várias vezes no semanário A Batalha.

          Jesus, Quirino Avelino de.
          Pessoa singular · 1865 - 1935

          Quirino Avelino de Jesus (Funchal, 10 de Novembro de 1865 — Lisboa, 3 de Abril de 1935) foi um advogado, poeta e jornalista que se destacou na defesa pública das posições da Igreja católica Romana durante os anos finais da Monarquia Constitucional e a Primeira República Portuguesa, nomeadamente durante as controvérsias que rodearam a tentativa de reintrodução em Portugal das congregações religiosas e a sua posterior dissolução. Foi deputado às Cortes e especialista em questões coloniais, sendo apontado como um dos ideólogos do Acto Colonial.

          Ulrich, João.
          Pessoa singular · 1880-1956

          Governador do Banco Nacional Ultramarino. João Ulrich foi o sétimo Governador do Banco Nacional Ultramarino. Nasceu em Lisboa em 1880. O seu pai, João Henrique Ulrich, foi Vice-Governador da Companhia Geral de Crédito Predial Português. O seu avô paterno, João Henrique Ulrich foi um dos fundadores do Banco Nacional Ultramarino e foi membro do seu primeiro quadro de diretores. O seu avô materno, Guilherme José Ennes, foi diretor do Banco de Portugal. O seu pai morreu quando tinha catorze anos. João Ulrich, formou-se em 1902 em Direito na Universidade de Coimbra, tendo obtido a máxima pontuação atribuída nesse ano. Nos sete anos consequentes praticou a advocacia, sendo eleito algumas vezes membro do Parlamento, no qual esteve envolvido em importantes projetos de Direito, sendo também membro do Comité de Finanças, onde obteve sempre grande consideração.
          Durante a sua vida, João Ulrich, para além de ter sido Governador do Banco Nacional Ultramarino, foi “Chairman” e membro de importantes companhias, tais como: membro do Conselho Superior do Comércio Externo; Diretor da Companhia Nacional de Navegação; Diretor da Companhia das Águas de Lisboa; Membro do Comité de Auditores da Companhia de Tabacos de Portugal; Diretor da Sociedade Espanhola do Caminho de Ferro Madrid-Cáceres-Portugal; Membro do Comité de Auditores da Companhia de Seguros Previdência; Presidente do Conselho de Administração da Companhia de Pesquizas Mineiras de Angola (Pema); Companhia de Petróleos de Angola (Angoil) e Companhia de Diamantes de Angola ( Diamang).
          Fruindo da maior consideração pública, era conhecido no estrangeiro pela importância dos seus estudos sobre a banca e seguros.
          Ficou também conhecido como autor de livros importantes à época, tais como: “Estudos sobre a Advocacia Portuguesa” e “Guia Prático das Caixas de Crédito Agrícola”.