Recursos de projectos ICS

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  • Projectos liderados por investigadores do ICS, nas áreas da história, da sociologia histórica e da antropologia. Alguns geraram fontes através da história oral, com ou sem transcrições salvaguardadas pelo AHS. Outros projectos alojam recursos em sitios virtuais dedicados. Agregou-se aqui também recolhas de fontes usadas para investigações, incluindo tanto publicações como transcrições digitais de fontes salvaguardadas noutros lugares. 2025-12, ip

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            8 Descrição arquivística resultados para Recursos de projectos ICS

            8 resultados diretamente relacionados Excluir termos específicos
            Colecção Export
            PT/AHS-ICS/EXP · Fundo · 2023-2024

            O projeto “Export Portugal: Cultural Diplomacy and the Rebranding Strategies of the Estado Novo in the United States” analisa a forma como o Estado Novo utilizou a diplomacia cultural e estratégias de re/branding nacional nos Estados Unidos entre 1933 e 1974.

            A coleção contém as transcrições digitais de sete entrevistas de história oral da série “The Carnation Revolution and Portuguese Immigrant Communities in the United States”, realizadas por Miguel Moniz no âmbito do projeto.

            Miguel Moniz
            Descolonização Portuguesa
            PT/AHS-ICS/ML-B-DP · Subsecção · 1995-2003
            Parte de Arquivo de Manuel de Lucena

            Série de transcrições de entrevistas sobre a descolonização portuguesa de 1974/1975, a protagonistas [portugueses] desse processo: por um lado, governantes, chefes militares, dirigentes do MFA e outros que então actuaram na Guiné-Bissau, em Cabo Verde, Angola e Moçambique; por outro lado, responsáveis metropolitanos ou íntimos colaboradores seus. A equipa, coordenada por Manuel de Lucena, incluia os investigadores Maria de Fátima Patriarca, Carlos Gaspar, Luís Salgado de Matos. Desenvolvido no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, o projecto foi apoiado pela Fundação Oriente.

            "Não procurando promover qualquer interpretação, chegar a juízos gerais ou encerrar os eventos abordados numa dada problemática, o grupo entrevistador foi seguindo os relatos e aceitando as visões dos seus interlocutores, embora não deixasse de lhes solicitar esclarecimentos por vezes incómodos.
            E, sendo esses interlocutores muito variados, designadamente do ponto de vista ideológico e político, das ditas conversas resultaram textos cujo principal interesse, para além do maná das informações soltas (algumas das quais inesperadas e outras contrárias a preconceitos correntes) consistirá talvez no estímulo de um pensamento livre e atento à complexidade dos temas em apreço. Mas disso julgarão os leitores."
            "introdução: ponto V", por Manuel de Lucena

            Lucena, Manuel de.
            PT/AHS-ICS/DIV-PICS-2024 · Item · 2022-2024
            Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

            O Engage IoT - Envolvimentos sociais com a Internet das Coisas é um projeto exploratório financiado pela FCT, que decorreu entre 2022 e 2024. O objetivo central deste projeto foi compreender como os atores sociais (produtores, consumidores, reguladores) se envolvem com um novo tipo de tecnologia (IoT), desde o nível macro dos imaginários sociotécnicos até ao nível micro das práticas de utilização.

            Principais temas: Internet das Coisas, tecnologia, imaginários sociotécnicos, práticas sociais

            Fontes para Discursos Parlamentares (PGM)
            PT/AHS-ICS/MFM-FI-PGM · Série · 1834-1968
            Parte de Colecção Maria Filomena Mónica

            Publicações de época recolhidas no âmbito do projeto de investigação sobre os Discursos Parlamentares durante a Monarquia Constitucional, incluindo também algumas publicações posteriores, mas ainda relativas a esse período. A documentação inclui uma grande parte de publicações por então deputados, ao longo do século XIX. Os temas são variados, incidindo frequentemente em administração e justiça, bem como finanças.

            PT/AHS-ICS/DIV-06Cu-202410 · Item · 2024
            Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

            O "Congresso Internacional A Imprensa de Exílio(s)", organizado pelo Grupo Internacional de Estudos da Imprensa Periódica Colonial do Império Português (GIEIPC-IP), estimulou o AHS, o Centro de Documentação 25 de Abril e a Fundação Mário Soares e Maria Barroso, a trabalharam conjuntamente para levantar imprensa dedicada ao tema nos três arquivos, bem como sinalizar o seu tipo de acesso, livre ou por consulta presencial. Resultou em disponibilizar ao público o ficheiro "Imprensa de Exílio e Emigração (oposição à ditadura, 1926-1974)", uma primeira lista Excel de fontes de imprensa sobre a história das diversas correntes políticas da oposição à Ditadura Militar e ao Estado Novo que se organizaram no exílio, assim como sobre a história dos movimentos de libertação das ex-colónias portuguesas e organizações unitárias anticoloniais, cujos secretariados gerais e representações se estabeleceram também no exílio. Na perspectiva dos recursos das instituições de memória envolvidas neste projeto, a lista permite entender em que medida os 3 acervos se completam virtualmente, facilitando uma gestão articulada das políticas futuras de digitalização. Permitiu, ainda, propor uma reflexão em torno de modelos de harmonização da metainformação gerada por cada uma das instituições, para o caso da imprensa periódica. Neste trabalho foram identificados cerca de 200 títulos de imprensa deste tema partilhados pelas 3 instituições.

            Com base nesse levantamento, o AHS consolidou no seu catálogo digital o assunto Imprensa em Exílio, para refletir as publicações que dispõe, que inclui oposição portuguesa e movimentos de libertação no exílio.

            INDICO - Indigenous Colonial Archives
            PT/AHS-ICS/DIV-PICS-2022 · Item · 2018-2022
            Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

            O INDICO é um projeto de investigação sobre a história e a antropologia das práticas arquivísticas indígenas no império colonial português em África e na Ásia, desde o século XVI até ao século XX. O projeto procura compreender como e por que razão determinadas comunidades africanas e asiáticas registaram, conservaram e difundiram manuscritos em papel no contexto das suas interações com os portugueses.

            O site do projeto disponibiliza vários recursos, nomeadamente uma inovadora base de dados pesquisável e de acesso aberto sobre documentação manuscrita de origem indígena africana e asiática, proveniente de Angola, Goa, Moçambique e Timor e abrangendo do século XVII ao início do século XIX. Em associação com esta base de dados, o site integra também uma galeria de documentos, composta por objetos digitais e descrições de treze documentos recolhidos no Arquivo Histórico Ultramarino.

            Para além disso, são apresentados os diversos outputs produzidos pelo projeto, incluindo livros, capítulos de livro e artigos. Por fim, o site disponibiliza breves resumos dos estudos de caso do projeto: “Os Livros das Comunidades, em Goa”, “Os Arquivos de Ndembu e suas Conexões Africanas”, “Os Arquivos de Reinos em Timor”, “Registos de ‘Assimilação’ em Moçambique” e “Os Papéis Africanos de Silva Porto.

            Principais temas: Arquivos indígenas, arquivos coloniais, escrita, conhecimento colonial, império português.

            Macau
            PT/AHS-ICS/JPC-01AC-002MAC · Subsecção · 1989-1996
            Parte de Colecção João Pina-Cabral

            Conjunto de documentação produzida e recolhida durante o trabalho de campo de João Pina-Cabral em Macau no âmbito de um projeto encomendado pelo Instituto Cultural de Macau. A subsecção contém: 40 entrevistas realizadas a figuras relevantes da sociedade civil macaense entre 1989 e 1991; um conjunto variado de jornais macaenses, recolhidos entre 1995 e 1996 (a recolha apresenta irregularidade na periodicidade), 2 números de uma publicação em caracteres chineses e 1 guia turístico da cidade.
            Este material serviu de base para o livro "Em Terra de Tufões: Dinâmicas da Etnicidade em Macau", publicado em 1993 e o livro "Between China and Europe: Person, Culture and Emotion in Macao", publicado em 2002.

            O Concurso Público que Eça de Queirós não ganhou
            PT/AHS-ICS/MFM-TDF-4 · Série · 1870
            Parte de Colecção Maria Filomena Mónica

            O concurso público para o lugar de cônsul de Portugal no estrangeiro, o primeiro a realizar-se em novos moldes, tem interesse a vários títulos. Desde logo, pela filosofia, meritocrática, que subjaz ao diploma de 18 de Dezembro de 1870, e, depois, pelos candidatos que a ele se submeteram, de que o mais famoso é certamente Eça de Queirós. Além do texto integral do decreto, incluem-se aqui muitos outros documentos, a maior parte dos quais inéditos, bem com o original e a respectiva transcrição (feita por Maria José Marinho e por Maria Isabel Soares) da prova teórica a que Eça, juntamente com sete outros candidatos, se submeteu no Ministério dos Negócios Estrangeiros, a 24 de Setembro de 1870.

            Como se sabe, Eça viria a protestar contra o facto de ter sido supostamente preterido - ficaria em segundo lugar - num artigo que viria a publicar em «As Farpas», de Novembro de 1871, no qual invocou ter sido alvo de perseguição política. Como tentámos provar num texto ao tema dedicado, as coisas foram mais complicadas do que ele nos quis fazer crer .

            Apesar dos esforços de Mendes Leal, para que o concurso fosse honesto, os «empenhos» sobre os membros do júri não tardaram a aparecer. Num país de camponeses analfabetos, onde as classes médias viviam coladas ao Estado, um concurso público dificilmente poderia ser isento. No caso que analisámos, os candidatos sobre os quais mais documentos possuímos, Eça de Queirós e Jaime Batalha Reis, consideravam que meter «cunhas» era a coisa mais natural do mundo. Mas nem tudo foi vergonhoso. Se o júri tivesse desejado colocar, desde o início, o filho do Conde da Ponte em primeiro lugar, nada mais simples do que atribuir-lhe, nas provas, uma qualificação mais elevada do que a que conferiu a Eça de Queirós. No entanto, não foi isso que fez. O mais provável é não ter obtido Eça o posto na Baía por não possuir experiência administrativa: um dia não chegava, de facto, como qualificação. O que não o impediu de relatar, em As Farpas, aquela história sobre uma misteriosa «cunha» feminina, a que acrescentou uma misteriosa perseguição política. Em suma, os génios literários não devem ser tomados à letra.
            Maria Filomena Mónica