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          PT/AHS-ICS/DIV-02C-202403 · Item · 2024-03
          Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

          André Filipe Gomes Carvalho - Correspondência de Assis Gonçalves para Salazar: A reinvenção de um tenente do «28 de maio» e do «partido militar» no pós-guerra [Dissertação de Mestrado em História Contemporânea - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa], 2024. http://hdl.handle.net/10362/169228

          A presente dissertação pretende dar a conhecer o papel e intervenção do Tenente Horácio de Assis Gonçalves, o primeiro secretário pessoal de Salazar e uma figura incontornável para a compreensão da ascensão do professor de Coimbra ao poder, no controlo e contenção dos militares dissidentes no pós-guerra e na disputa pelo “delfinato” entre Santos Costa e Marcello Caetano. Numa primeira parte, destacamos a vida de Assis Gonçalves desde os primeiros anos em Vinhais e a Primeira Guerra Mundial, passando pela secretaria de Salazar, o Governo Civil de Vila Real e a direção do Instituto de Assistência à Família. Depois, focamo-nos especificamente no período do pós-guerra e na renovada tarefa de Assis Gonçalves de pacificação dos antigos tenentes do «28 de maio», na relação entre o líder do “partido-militar” Santos Costa e os dissidentes do Estado Novo e na Frente Académica Patriótica, trunfo universitário da fação castrense na disputa pelo poder entre militares e civis que Assis Gonçalves desvenda na sua correspondência pessoal com Salazar.

          Correspondência de Costa Sacadura
          PT/AHS-ICS/PQ-CP-157 · Subsérie · 1915-1954
          Parte de Espólio Pinto Quartin

          Inclui correspondência dirigida a Adolfo Lima por Oldemiro César, redactor do Diário de Notícias, e Costa Sacadura. Inclui texto de homenagem a Adolfo Lima e a Costa Sacadura

          Sacadura, Sebastião Cabral da Costa.
          PT/AHS-ICS/DIV-02C-2012-11 · Item · 2012-11
          Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

          Batista, Elina Correia - Da emigração entre continentes em Eça de Queiroz: da correspondência consular à obra literária. Tese de Doutoramento. Universidade da Madeira, 2012. http://hdl.handle.net/10400.13/664

          Nas últimas três décadas do século XIX, dado o estado de abatimento sentido no país, Eça de Queiroz, plenamente integrado no ambiente buliçoso e efervescente da sua geração, compara a situação de Portugal com a da Grécia, países que considera caóticos, dadas as políticas de rotina e sem imaginação que não conduzem o país ao desenvolvimento e ao progresso. De facto, Portugal não consegue acompanhar o ritmo dos outros países europeus e obriga os portugueses a emigrar. A principal característica da sua escrita é a ironia, aproximando-se da posição socrática, uma arma de intervenção intelectual, de cariz ético, vinculadora e libertadora, que lhe permite intervir e depurar problemas do seu tempo, procurando construir um Portugal como entendia que deveria ser.

          Durante o percurso de vida que permeia a publicação de As Farpas e de Uma Campanha Alegre, e na correspondência e a obra literária, Eça de Queiroz questiona o “sonho americano”, que muitos portugueses quiseram experimentar, e o brasileiro, no âmbito de uma vasta crítica à sociedade burguesa.
          A defesa da mudança do rumo da emigração portuguesa da América do Norte para o Brasil prende-se com a relação de ilusão/desilusão que marca a sua experiência consular em Havana e as viagens que faz. O pensamento do escritor e cônsul evolui para o entendimento da emigração, como a arte, é considerada uma das forças civilizadoras da humanidade. Muitas da suas personagens circulam entre o Velho e Novo Mundo, têm um pé dentro e outro fora do país, migram pelas mais variadas razões, fazendo retratos nas suas obras das suas movimentações, construindo uma estética sobre o país que se baseia na ética dos valores humanos que possui e na experiência que adquiriu.