Zona de identificação
Código de referência
Título
Data(s)
- 1912-1955 (Produção)
Nível de descrição
Dimensão e suporte
31 doc (36 fl.)
Zona do contexto
Nome do produtor
História administrativa
Com sede no Beco do Froes (hoje rua Norberto de Araújo), ao Menino de Deus, em Lisboa, nasceu, a 11 de Outubro de 1879, o jornal A Voz do Operário pela mão de um outro operário tabaqueiro, Custódio Braz Pacheco.
(...) A 13 de fevereiro de 1883, nasce a Sociedade Cooperativa A Voz do Operário em cujos estatutos se escreveu ser objeto da Sociedade “sustentar a publicação do periódicoA Voz do Operário, órgão dos manipuladores de tabaco, desligado de qualquer partido ou grupo político”; “estudar o modo de resolver o grandioso problema do trabalho, procurando por todos os meios legais melhorar as condições deste, debaixo dos pontos de vista económico, moral e higiénico”; “estabelecer escolas, gabinete de leitura, caixa económica e tudo quanto, em harmonia com a índole das sociedades desta natureza, e com as circunstâncias do cofre, possa concorrer para a instrução e bem-estar da classe trabalhadora em geral e dos sócios em particular”. Para tanto, os 316 sócios da altura comprometiam-se a pagar uma quota semanal de vinte réis, quantia que retiravam dos seus humildes salários.
Por solicitação dos associados, em julho de 1883, a atividade da Sociedade foi alargada à assistência funerária, correspondendo a uma necessidade da classe que se via confrontada com o exorbitante preço dos funerais. “Um jornal e uma carreta funerária, assim começa A Voz do Operário”, escreveu Fernando Piteira Santos.
Em julho de 1887, A Voz do Operário abandonou o Beco do Froes e mudou-se para a Calçada de São Vicente. Contava então com 1.114 sócios, sendo que nem todos eram operários tabaqueiros, o que obrigou a uma revisão dos estatutos, no ano de 1889, que viriam a ser aprovados pelas autoridades no ano seguinte, convertendo-se a Sociedade Cooperativa em Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário.
Nome do produtor
História administrativa
Instituição fundada em 20 de junho de 1876, com a designação de Sociedade Promotora de Creches, tinha por objetivo receber crianças carenciadas com idades compreendidas entre um mês e quatro anos. A sua primeira creche será inaugurada, em 5 de novembro de 1876, no Largo do Outeirinho da Amendoeira, que contou com a presença do Rei D. Luís. Tinha origem na Maçonaria.
Em 10 de novembro de 1878, transfere os seus serviços e a creche para o Largo da Graça.
Em 26 de abril de 1904, são aprovados os novos estatutos e a instituição passa a denominar-se Sociedade Promotora de Asilos, Creches e Escolas.
Em 1 de janeiro de 1905, é inaugurada a primeira escola-oficina, a Escola-Oficina N.º 1, contendo no seu plano curricular aulas de desenho, modelagem e escultura em madeira.
Em 20 de Junho de 1912, é promulgada por Carta de Lei, uma reforma dos estatutos, e passa a designar-se Sociedade Promotora de Escolas, tendo como um dos seus fins a “manutenção de Escolas e a propaganda por todas as fórmulas de bons métodos educativos“.
A Sociedade Promotora de Escolas passa a ser considerada de utilidade pública, por carta de lei datada de 20 de julho de 1912, publicada em 22 de agosto do mesmo ano.
A partir do Estado Novo, e face aos Decretos-Lei n.º 20181, 7 de Agosto de 1931, e n.º 28081, de 9 de Outubro de 1937, em que determinam o regime de separação dos sexos em todas as escolas do país, a Sociedade Promotora de Escolas opta pelo ensino feminino e determina o encerramento das oficinas. A Escola Oficina N.º 1 passa a ter, então, exclusivamente, ensino primário e inteiramente gratuito.
Após o 25 de Abril, com a reformulação do sistema de ensino básico do país, a Escola Oficina n.º 1 vê os seus alunos serem integrados no ensino oficial.
Nome do produtor
História administrativa
A Escola Oficina n.º 1 de Lisboa (1905-1987) foi a mais emblemática das escolas novas portuguesas, tendo desenvolvido o seu projeto inovador principalmente entre 1907 e 1919. No entanto, a sua existência inscreveu-se num tempo longo, tendo funcionado durante mais de oitenta anos. O modelo pedagógico inovador que a caracterizou foi impulsionado por Adolfo Lima e inspirou-se nos ideais libertários e anarquistas, matriz a partir da qual foram interpretados os princípios da Educação Nova. Esta Escola adotou muitas das práticas inovadoras deste movimento, como o self-government escolar, a valorização dos trabalhos manuais, a educação física e a educação estética. Colocou o aluno no centro do processo pedagógico, visando a sua educação integral. Definiu rituais e normas no quotidiano escolar, assim como práticas de saúde e higiene. A partir dos anos trinta, com o regime político salazarista, perdeu o seu carácter experimental e tornou-se uma escola “normal”, igual a outras escolas oficiais.
Nome do produtor
Entidade detentora
História do arquivo
Fonte imediata de aquisição ou transferência
Zona do conteúdo e estrutura
Âmbito e conteúdo
Inclui documentos de preparação e respostas a inquérito sobre caixas escolares (Escola Privativa nº 2 e nº 3); bem como serviço da biblioteca
Avaliação, seleção e eliminação
Incorporações
Sistema de organização
Zona de condições de acesso e utilização
Condições de acesso
Condiçoes de reprodução
Idioma do material
Sistema de escrita do material
Notas ao idioma e script
Características físicas e requisitos técnicos
Instrumentos de descrição
Zona de documentação associada
Existência e localização de originais
Existência e localização de cópias
Unidades de descrição relacionadas
Nota de publicação
Marques, J. C. (2020). Um indesejável além-mar: Pinto Quartim e o movimento libertário nos dois lados do Atlântico (1887-1930) [Tese de doutoramento, Iscte - Instituto Universitário de Lisboa]. Repositório do Iscte. http://hdl.handle.net/10071/22783Zona das notas
Nota
Localização: Caixa 2
Identificador(es) alternativo(s)
Pontos de acesso
Pontos de acesso - Assunto
Pontos de acesso - Nomes
- O Século (jornal) (Assunto)
- Actualidades, o Grande Jornal de Domingo (Assunto)
- Caixa de Previdência de Profissionais de Imprensa de Lisboa SPIL (Assunto)
