Testemunha a atividade profissional de Glicínia Quartin na qualidade de professora, junto da Escola Superior de Teatro e Cinema, regida até 1983 pelo Conservatório Nacional e, depois, pelo Instituto Politécnico de Lisboa. Este conjunto de documentos abrange não apenas a atividade didática de Glicínia, como também as atividades de divulgação dos métodos de ensino experimentados pelo movimento “Educação pela Arte” em Portugal, do qual a atriz foi promotora até depois do fim da sua carreira de professora.
Datilografado
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Conjunto diversificado que engloba documentos manuscritos e datilografados, em que se destacam, pelo número, planificações de aulas e fichas de alunos. Os documentos presentes nesta secção proporcionam informações concretas sobre a atividade didática implementada por Glicínia Quartin, no âmbito do teatro, ao mesmo tempo que revelam o interesse da atriz não só pelo ensino do teatro enquanto atividade artística, mas também pelo teatro como meio de educação. A isso, acrescenta uma pasta contendo materiais relativos ao curso de New Music in Action que a atriz frequentou em York em 1976. Encontramos os seguintes documentos:
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um conjunto de quatro pastas organizado, pela própria Glicínia, da seguinte maneira: uma pasta contendo fichas de alunos com fotos; uma pasta denominada “Lições para arquivar” e outra “Apontamentos Aulas”, as duas contendo apontamentos e planificações de aulas; uma pasta contendo o relatório da disciplina “Teoria do Jogo Dramático”. O material contido nessas quatro pastas data de 1973 a 1975.
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Lei de Teatro. Proposta de lei datilografada, com apontamentos à margem do texto, sem data. Pela referência ao 25 de abril e à Lei Constitucional 3/74, percebe-se que o texto é posterior a 1974.
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Um caderno contendo apontamentos e planificações de aulas do ano 1975.
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Um conjunto de resumos bibliográficos, sem data.
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Uma pasta contendo materiais relativos ao curso New Music in Action (1976).
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Um exemplar do livro de Marie Elisabeth Dienesch, Jeu dramatique et éducation (1977), copilação de textos sobre teatro pedagógico.
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Os programas do 9º ano da disciplina de Teatro para o Curso Superior Unificado, do ano letivo 1977-1978.
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Uma pasta contendo fichas de avaliação dos alunos inscritos na Escola de Formação de Professores e Educação pela Arte, relativas ao ano 1979, e ficha de inscrição do aluno José Eduardo dos Santos Espada, atualmente Professor Coordenador da Área Científica de Técnicas Teatrais da Escola Superior de Teatro e Cinema.
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Conjunto de folhas avulsas sem data, contendo apontamentos para aulas teóricas de teatro.
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Apontamentos para aulas e fichas de alunos, relativos à disciplina de Interpretação para o ano letivo 1987-1988.
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Estatutos da Escola Superior de Teatro e Cinema. Conjunto de documentos incompletos e sem data. Não foi possível remontar à data, contudo, a referência à Lei nº 54/90 dos Estatutos do Instituto Politécnico de Lisboa indica que se trata de um documento produzido posteriormente.
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Conjunto de 7 blocos de notas manuscritas contendo apontamentos, esboços de peças, planificação de aulas e avaliações de alunos. Embora não sejam todos datados, as datas que foi possível levantar nos blocos remetem a um lapso temporal incluído entre 1981 e 1992.
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Projeto para discussão pública “Autonomia e Gestão das Escolas”, com data janeiro de 1998.
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Conjunto de textos teóricos sobre o teatro.
Conjunto de documentos que permite reconstruir, parcialmente, a trajetória profissional da atriz, ora como professora de teatro, ora como intérprete de peças. Além disso, encontram-se documentos de carácter pessoal, como postais e convites, que atestam a rede de relações afetivas e sociais de Glicínia Quartin, bem como a sua participação no MUD Juvenil na década de 40. Em termos profissionais, a coleção permite recuar até à estadia da atriz em Roma, onde frequentou a Scuola di Arti Sceniche de Alessandro Farsen, entre 1962 e 1965. A coleção permite, ainda, recolher informações parciais sobre um segmento da história da companhia Teatro Experimental de Cascais, com a qual Glicínia colaborou entre 1965-1968, e sobre as atividades do movimento Educação pela Arte em Portugal, ao qual a atriz aderiu aplicando os métodos de ensino promovidos por esse movimento. Finalmente, destaca-se na coleção o subfundo António José da Costa, contendo livros de peças teatrais relacionadas com a esfera educativa e o teatro infantojuvenil, publicadas entre 1953 e 1974.
Quartin, Glicínia Vieira.Várias versões do mesmo texto, da autoria de Pinto Quartin. Inclui 2 recortes de imprensa sobre a mesma conferência
Reúne objetos, textos datilografados de conteúdo político, textos avulsos, entre os quais textos manuscritos de carácter pessoal e correspondência vária, bem como um pequeno conjunto de documentos que pertenceram à Deolinda Vieira Lopes, mãe de Glicínia Quartin.
Documenta o envolvimento de Glicínia Quartin no movimento "Educação pela Arte". Além disso, esta subsubsecção documenta o desenvolvimento desse movimento em Portugal, ao longo de três décadas. De maneira específica, encontram-se:
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um conjunto de documentos manuscritos e datilografados relativos à exploração da dança como recurso pedagógico, à psicomotricidade e educação musical, contendo também o programa do curso de Pedagogia da Dança Criativa, datado de 15 de outubro de 1974, promovido por Wanda Ribeiro da Silva no seio da Escola de Dança do Conservatório Nacional, e uma brochura informativa sobre um programa de licenciatura da Escola Superior de Dança (ambas fundadas por Ribeiro da Silva). A brochura não é datada, mas não será anterior a 1986, ano em que a Escola Superior de Dança foi aberta. Nos restantes documentos, encontramos também material relativo ao Curso de Iniciação Teatral para Professores, lecionado por docentes espanhóis (sem data), e três conjuntos de documentos de apoio à cadeira de Movimento orientada por Ruben Marks, na Escola Superior de Educação pela Arte (1976-1977).
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"Os métodos de expressão dramática" de Alberto Barros de Sousa (1977).
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Uma carta que notifica a alteração de datas do 1º Encontro das Expressões Artísticas na Formação de Professores de Ensino Primário e de Educadores de Infância do Distrito de Portalegre, com data no dia 28 de fevereiro de 1986, e uma brochura contendo o programa do evento, onde é possível ler que Glicínia apresentou na sessão “Educação pela Arte”.
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Cinco blocos de fotocópias agrafadas, contendo informações que justificam a razão de ser do encontro, uma proposta de programa e as transcrições das comunicações.
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Uma brochura que fundamenta e promove o Movimento Português de Intervenção Artística e Educação pela Arte, datado de 1994.
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Um envelope da Escola Superior de Dança, contendo três cópias do programa do Colóquio Educação pela Arte, acontecido em Lisboa, em 2000.
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Uma brochura com o programa do Colóquio Educação pela Arte em homenagem ao Arquimedes da Silva Santos, acontecido na Fundação Calouste Gulbenkian nos dias 9 e 10 de novembro de 2000.
O espólio é composto por documentação (originais e cópias) que abrange a atividade pessoal e política de José Carlos Horta.
No âmbito da sua atividade pessoal, o espólio inclui materiais biográficos de José Carlos Horta, sobretudo fotocópias de documentação recolhida em arquivos nacionais, com o propósito de reconstituir o seu percurso político. Contém também imprensa e recortes de imprensa internacional (1980-1990), bem como correspondência pessoal, com destaque para a correspondência familiar (1961-1976) e uma riquíssima correspondência com Viriato da Cruz (1961-1972).
No âmbito da sua atividade política, o espólio reúne documentação produzida e acumulada por José Carlos Horta ao longo do seu percurso militante.
Inclui documentos de organizações transnacionais, como a União Geral de Estudantes da África Negra (UGEAN) - da qual Horta foi uma das principais figuras -, nomeadamente correspondência, documentação interna e publicações periódicas (1960-1968). Contém também documentação relativa à Conferência das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas (1961-1965), incluindo estatutos, resoluções, discursos e publicações periódicas, assim, como publicações periódicas e recortes de imprensa de caráter transnacional (1962-1968).
Contém ainda documentação de movimentos políticos nacionais, abrangendo os contextos moçambicano, angolano, guineense e português.
No que diz respeito a Moçambique, reúne documentos de várias organizações políticas, nomeadamente da UDENAMO (1961-1965), FRELIMO (1962-1973) e COREMO (1964-1972). Inclui também, embora em menor quantidade, documentação de outras organizações como a UNEMO (1967), FUNIPAMO (1963), CEML (1962-1965), RENAMO (1981-1983), MONAMO (1979?) e FUMO (1978-1980). Estão igualmente presentes documentos relacionados com o domínio colonial português, o contexto da guerra de libertação e o período pós-independência (1962-1979).
Relativamente a Angola, o espólio inclui documentação do MPLA (1960-1963), sobretudo no âmbito da sua atividade político-diplomática, com especial destaque para o período em que José Carlos Horta exerceu funções como conselheiro político (1960-1961). Estão também representadas outras organizações angolanas, como a UPA (1962), LGTA (1962), ELNA (1962), FDLA (1963) e GRAE (1964-1965). Destaca-se ainda a documentação relativa à Guiné, produzida maioritariamente pelo PAIGC (1961-1964), incluindo estatutos, comunicados, documentos militares e diplomáticos, publicações periódicas e recortes de imprensa.
Por fim, inclui também documentação relativa a movimentos políticos no contexto português, nomeadamente o PCP (1970), a FAP (1965), o OCMLP (1968) e o CMLP (1964-1965). Assim como exemplares do Boletim "Notícias de Portugal" (1966), editado pelo Secretariado Nacional de Informação.
Horta, José CarlosConjunto de documentos que informam sobre a colaboração de Glicínia Quartin com a companhia Teatro Experimental de Cascais. O conjunto revela a dificultosa colaboração com o encenador e produtor Carlos Avilez. Nesse conjunto, encontramos correspondência vária entre Avilez, o Sindicato Nacional dos Artistas Teatrais e o advogado da atriz, bem como o contrato celebrado com o TEC em 1966, alguns recibos, cheques e folhas de contas. Embora a data do contrato assinale o dia 1 de janeiro de 1966, numa carta destinada ao dito sindicato, é mencionada como data de contratação da atriz o dia 24 de novembro de 1965. A isso tudo se acrescenta uma carta datilografada de 27 de janeiro de 1966, destinada ao Carlos Avilez e de autoria incerta, embora a assinatura e as informações biográficas contidas na carta façam pensar que se possa atribuir à Júlia Babo, atriz do Teatro Experimental do Porto. Da fase no TEC, encontramos, ainda: um recorte do Diário de Notícias de 6 de novembro de 1966, noticiando a estreia da peça A Maluquinha de Arroios; uma brochura informativa destinada ao público dessa peça; o número de 11 de outubro de 1966 da Plateia, revista dedicada ao cinema e teatro, contendo uma entrevista com Glicínia Quartin a falar da sua então incipiente colaboração com o TEC.
Lista com os nomes dos membros dos corpos gerentes e dos jornalistas/colaboradores do «Semanário de Cultura e Propaganda Colonial».
É composta por documentos de natureza vária, entre os quais se destacam textos datilografados de conteúdo político e propagandístico da oposição ao Estado Novo, postais, cartões e fotografias, e um significativo conjunto de convites oficiais a eventos culturais e peças de teatro encenadas entre 1997 e 2006. No total, consta de:
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um conjunto de três documentos datilografados, de conteúdo político: um documento que regista a greve dos operários das fábricas de lanifícios da Covilhã, datado de abril de 1946; um documento de propaganda política sobre o 1º de maio, datado de 28 de abril de 1946; um documento denominado “O MUD feminino – Sugestões”, assinado em Lisboa no dia 13 de janeiro de 1947, com o nome “Silvio”.
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Um conjunto de cinco postais e duas fotografias, no qual se destaca um cartão enviado pela escritora Alice Vieira, com data dezembro de 1984.
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Um Conjunto de cartões que remontam a diversos anos. Trata-se, maioritariamente, de cartões de Natal e Ano Novo, destacando-se uma série de cartões natalícios em forma de teatro, com datas que vão desde 1995 a 2004.
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Um conjunto de objetos pessoais de vária natureza, no qual se encontram receitas, cartões, panfletos publicitários, recortes de jornais, a fotocópia de um artigo assinado por Jorge Listopad que noticia a morte de Glicínia Quartin (sem fonte), e o catálogo de uma exposição da pintora Teresa Magalhães, realizada em janeiro de 1990.
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Um conjunto de convites a eventos, nomeadamente: doze peça teatrais; o lançamento do livro História da Arte Ocidental 1750-2000, de José-Augusto França (data da receção do convite 28 de março de 2006, data do lançamento 4 de abril de 2006); o convite oficial para a tomada de posse do Jorge Sampaio como Presidente da República (sem data de receção, data do evento 9 de março 1996); um convite para o encontro “Educação ao Desenvolvimento” acontecido na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa (data da receção 7 de setembro 1996, data do evento 12 de setembro 1996); um convite para a exposição da Susanne S.D. Themlitz “Da Vida Subterrânea”, na Casa da Cerca (2006); um envelope com dois convites a exposições no Museu Serralves (2006). Lugares indicados nos convites a peças: Teatro Malaposta (1997); CiteMor97 – XIX Festival de Teatro de Montemor-o-Velho (1997); Teatro Estúdio Mário Viegas (1997, 2006); Teatro Nacional de São João (1997); Casa Fernando Pessoa (1998); Teatro da Cornucópia (2006); Teatro Municipal de Almada (2006); Projecto Quinto Império (sem data); Estúdio Zero (2006); Teatro São Luiz (2006); Casa das Artes V.N. Famalicão (sem data); Teatro Municipal Mirita Casimiro (sem data).
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Um conjunto de documentos sindicais.
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Três números do Noticiário de Arte e Arqueologia na América do Norte (1945).
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Dois exemplares do livro Exposição de documentos do espólio de Pinto Quartin.
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Brochura do teatro Acert "De Faca e Alguidar".
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Dois números da revista Palco (outubro 1990 e abril 1991).
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Livro "Recordações da scena e de fóra da scena" de Augusto Rosa.
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Texto do seriado "António, um rapaz de Lisboa" de Jorge Silva Melo.