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          PT/AHS-ICS/DIV-02C-2018 · Item · 2018
          Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

          Silva, Maria do Mar. (2018). "Robusta empire : coffee, scientists and the making of colonial Angola (1898-1961)" [Tese no âmbito do Programa Interuniversitário de Doutoramento em História, Universidade de Lisboa, com a participação do ISCTE- Instituto Universitário de Lisboa, Universidade Católica Portuguesa, Universidade de Évora. http://hdl.handle.net/10451/32678

          Esta dissertação explora o envolvimento dos cientistas com o café Robusta e seu papel na construção do Império Colonial Português tardio. O texto analisa como é que
          esta espécie indígena de café entrou na agenda dos botânicos e agrónomos a trabalhar em Angola, e como foi transformada numa mercadoria global. Seguindo os cientistas e examinando as suas práticas de construção de conhecimento, esta dissertação pretende contribuir para uma melhor compreensão da relação entre ciência e império em África, e para a identificação de dinâmicas históricas que moldaram a trajetória imperial do café angolano. A primeira parte acompanha a emergência e consolidação dos Serviços de Agricultura de Angola (entre 1898 e 1939) e a segunda a conceção e evolução da Junta de Exportação do Café (entre 1936 e 1961). Em termos
          documentais, a presente investigação baseia-se fundamentalmente, embora não completamente, em relatórios e correspondência produzida por cientistas.

          PT/AHS-ICS/DIV-02C-200807 · Item · 2008-07
          Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

          Pereira, Joana Dias, 2008, Sindicalismo Revolucionário: a história de uma Idéa, Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em História Contemporânea, Universidade Nova de Lisboa

          Entre o ocaso do século XIX e a eclosão da Primeira Grande Guerra, foi concebida no seio do movimento operário francês uma nova doutrina, que muito embora se inspirasse nos postulados da Iª Internacional, absorvia do pensamento de Karl Marx e Mikhail Bakunine apenas os postulados necessários ao revigoramento da luta reivindicativa dos trabalhadores.
          A máxima «A emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores», de que ambas as escolas socialistas reivindicam a paternidade, uniu anarquistas, como Pelouttier, e socialistas, como Lagardelle – que em 1906 assinam a famosa Carta de Amiens, cujos ecos ultrapassam em muito a organização sindical francesa.
          O Sindicalismo Revolucionário virá inspirar o movimento operário português contemporaneamente à revolução republicana, durante a 1ª Grande Guerra e, no imediato pós-guerra. A sua eficácia táctica atraiu também, em contexto nacional, militantes e pensadores libertários e oriundos do Partido Socialista Português, bem como uma boa parte da massa associativa sindical.
          Esta dissertação analisa o período em que a acção directa foi eleita a táctica preferencial na luta de classes; em que os princípios de independência política e autonomia federalista dominaram a organização sindical e, finalmente, em que os trabalhadores portugueses sonharam a gestão operária, através das suas próprias organizações.

          PALAVRAS-CHAVE: Movimento Operário, Evolução Ideológica, 1ª República Portuguesa

          Testemunho de Alfredo Henrique da Silva
          PT/AHS-ICS/AHSilva-ESC-SER-2-01 · Item · 1908
          Parte de Espólio Alfredo Henrique da Silva

          "In the High Court of Justice. King's Bench Division. 1908. C. No. 3211."

          Transcrição da intervenção de Alfredo Henrique da Silva no processo interposto pela Cadbury Brothers contra The Standard Newspapers, Limited (proprietários do jornal "Spectator"), a favor de William A. Cadbury.
          Alfredo Henrique da Silva esclarece neste testemunho as circunstâncias em que conheceu William A. Cadbury e Joseph Burtt. Indica que apoiou aquele na preparação do relatório sobre S. Tomé e que o traduziu para português, tradução da qual resultou uma versão impressa. O relatório foi apresentado por William A. Cadbury, em nome dos industriais ingleses, numa reunião com a comissão de produtores de cacau de S. Tomé e Príncipe, a 28 de Novembro de 1907, em Lisboa. A declaração proferida por William A. Cadbury nesse encontro terá sido publicada pelos principais jornais a 30 de Novembro de 1907 e foi anexada ao testemunho na sua versão impressa.

          PT/AHS-ICS/DIV-02C-2022-07 · Item · 2022-07
          Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

          Evans, David Glyn (2022). The Chocolate Makers and the “Abyss of Hell”: Race, Empire and the Role of Visual Propaganda in the Anglo-Portuguese Controversy surrounding Labour Coercion in the “Cocoa Islands” (1901 - 1917) [Tese de doutoramento, NOVA FCSH].
          Repositório da NOVA FCSH. https://run.unl.pt/handle/10362/147069

          A presente dissertação aborda o escândalo associado ao emprego de mão-de-obra coagida, sistema, esse, que estava generalizado nas colónias de África Ocidental Portuguesa no início do século vinte, nomeadamente nas roças de cacau de São Tomé e Príncipe. A controvérsia, que, durante muito tempo, teve referências quase semanais na imprensa portuguesa e britânica atingiu o seu auge em 1909, com o conhecido boicote à compra de cacau português imposto pelos chocolateiros britânicos Cadbury, Rowntree e Fry e os seus associados alemães, Stollwerck, que nunca viria a ser levantado. Apesar da suspensão, durante três anos, do recrutamento e importação de trabalhadores angolanos para as chamadas “ilhas do cacao”, e a sua repatriação sistemática depois da queda da Monarquia, a campanha humanitária britânica prosseguiu no Parlamento e a Imprensa, intensificando-se até 1912, perante o cenário de negociações anglo-alemães, supostamente secretas, que se destinavam a redistribuição das colónias portuguesas em África. Os anteriores estudos acerca do chamado “Cacau Escravo” deram ênfase à campanha humanitária britânica, ao mesmo tempo subvalorizando a oposição em Portugal contra o sistema de contratação de mão-de-obra e tratando de forma sumária os principais objectivos, muitas vezes escondidos, de quase todos os protagonistas da disputa. Este estudo representa uma tentativa de corrigir o que tem sido a narrativa predominante e de mostrar como uma questão, essencialmente do foro dos direitos humanos, foi explorada de forma pragmática para obter resultados menos altruístas, tanto na Grã-Bretanha como em Portugal. O estudo baseia-se em relatórios e declarações governativos, correspondência diplomática acerca do trabalho contratado em S.Tomé e Príncipe, legislação nacional e colonial acerca da mão-de-obra indígena, artigos, referências e ilustrações de periódicos portugueses e estrangeiros, e artigos de opinião, panfletos e obras de ficcão que exemplificam as atitudes contemporâneas acerca de mão-de-obra contratada e o tratamento das comunidades indígenas das colónias portuguesas de África. Entre as fontes que foram examinadas em pormenor pela primeira vez aqui, enriquecendo o já substancial corpo de matéria de investigação, contam-se fotografias, bilhetes-postais ilustrados, anúncios, slides” de lanterna mágica e filmes documentários que influenciaram a opinião pública na controvérsia e desempenharam um papel significativo no reforço de atitudes racistas.

          Theatro Livre
          PT/AHS-ICS/PQ-THL · Subfundo · 1902-1908
          Parte de Espólio Pinto Quartin

          Conjunto de documentos de propriedade da Sociedade Cooperativa Theatro Livre. Embora a Sociedade tenha sido criada apenas em 1905, a documentação levantada diz respeito às atividades implementadas pelo movimento Theatro Livre já a partir de 1902. O conjunto reúne documentos inerentes à contabilidade da Sociedade, corpos gerentes, propostas de sócios, divulgação de atividades, lista dos subscritores de obrigações, estatutos, textos de peças teatrais, cartazes e recensões.

          Sociedade Cooperativa Theatro Livre
          Trabalhadores! Solidarizemo-nos com a Comissão Central!
          PT/AHS-ICS/PQ-DOC-160 · Item · 1954-11
          Parte de Espólio Pinto Quartin

          Comunicado da Comissão Inter-Profissões de Lisboa do MND sobre a questão dos territórios portugueses na Índia ( Goa, Damão e Diu) e prisão dos membros da Comissão Central do MND: Rua Luís Gomes, Virgínia Moura, José Morgado e Albertino Macedo.

          MND - Movimento Nacional Democrático
          PT/AHS-ICS/DIV-02C-2020-06 · Item · 2022
          Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

          Marques, J. C. (2020). Um indesejável além-mar: Pinto Quartim e o movimento libertário nos dois lados do Atlântico (1887-1930) [Tese de doutoramento, Iscte - Instituto Universitário de Lisboa]. Repositório do Iscte. http://hdl.handle.net/10071/22783
          ISBN: 978-989-781-522-5

          O objetivo principal desta tese é compreender o movimento e a composição das "ondas libertárias" que circularam pelo Atlântico no alvorecer do século XX, tendo como fio condutor a trajetória do jornalista António Thomas Pinto Quartim (1887-1970). Pinto Quartim colaborou e dirigiu importantes veículos de propaganda e de doutrinação anarquista nos dois lados do Atlântico. O seu percurso individual constitui um contributo importante para compreender as transformações ocorridas no interior do movimento anarquista brasileiro e português e as ressonâncias no carácter revolucionário que o sindicalismo assumiu nos dois países. O recorte temporal privilegia o período que compreende o nascimento do jornalista até os finais da década de 1920, momento em que sindicalismo revolucionário atingiu a sua maturidade e hegemonia entre os trabalhadores portugueses. Cobrindo assim, a sua origem no Rio de Janeiro aos primeiros contatos com o anarquismo em Coimbra, a sua expulsão para o Brasil ao regresso a Portugal. Apesar das referências ao militante, pelos estudos que abordam o anarquismo e o movimento operário, a trajetória de Pinto Quartim ainda permanece desconhecida, principalmente o período de exílio no Rio de Janeiro. Portanto, pretende-se resgatar parte da história de uma das principais figuras do movimento libertário internacional, revelando que o "fazer-se" anarquista do primeiro editor chefe de "A Batalha", porta voz da organização operária portuguesa, não pode ser compreendido sem levar em consideração o processo de "ambientalização" que as suas ideias experimentaram na América do Sul, ambientes marcados pela presença de "indesejáveis" que cruzavam o Atlântico, expulsos de toda parte.

          Vanguarda
          PT/AHS-ICS/PQ-J-160 · Item · 19-12-1904
          Parte de Espólio Pinto Quartin

          Diário Republicano Independente

          Voz do Operário - Correspondência
          PT/AHS-ICS/PQ-DOC-340 · Item · 1912-1955
          Parte de Espólio Pinto Quartin

          Inclui documentos de preparação e respostas a inquérito sobre caixas escolares (Escola Privativa nº 2 e nº 3); bem como serviço da biblioteca

          A Voz do Operário - Sociedade de Instrução e Beneficência